Marcia X. e Ricardo Ventura me convidaram a participar, junto a outros artistas, da ocupação Novaorlandia, numa discreta casa na rua Jornalista Orlando Dantas, em setembro de 2001 no Rio de Janeiro. Proposta de uma ação coletiva, sem verba, que movia os artistas naquele momento, pelo prazer de trabalharmos juntos e como forma de resistência ao status quo vigente. “Nenovaorlandia” surge então, como uma cartografia afetiva que foi aderindo a arquitetura da casa, se constituindo numa trama que ganha visibilidade a partir de interruptores e tomadas, portais formalizados em condutores de energia que funcionam como passagem para campos magnéticos relacionais e ganham forma como túneis, praças, ruas, vielas e outros mais. Um mapa de devotos, vai sendo nomeado com a fusão de nomes dos artistas participantes em situações específicas, na cidade inventada, como: Alameda VenturiX ou Elevado Tungado. Assim, “Nenovaorlandia” nos conduz a um novo sentido, nomeando esta carta imaginada às referências afetivas constituídas nesta ocupação. Fotos: Claudia Laborne Valle.

