Intervenção realizada em 1995 no Solar Grandjean de Montigny, PUC/RJ. Esta residência localizada dentro do campus universitário, foi moradia deste integrante da missão francesa que, no século 19, entre outras construções na capital, implementou a Academia Imperial de Belas Artes, a convite de D. João VI, para formar uma nova geração de artistas e arquitetos. No âmbito pessoal, fui vizinho da PUC/RJ desde o meu primeiro ano de vida até aos quatorze anos de idade, sendo este ambiente a continuação do jardim de minha casa. Assim, as histórias se entrelaçam, com minha convivência com a PUC e esta casa em específico, que era um tanto abandonada e envolta em mistérios. Por fim, este trabalho que me foi muito valoroso, trata também de camadas mais profundas dos afetos, já que meu pai teve um envolvimento no mínimo “paternal” com a PUC e minha curta relação com ele, atravessou várias intempéries . Com toda esta carga simbólica não caberia outra referência à intervenção a não ser S/Título. Objetivamente a sala redonda, dizia-se de encontros da maçonaria ali, teve seu acesso impedido ao público, restando uma pequena fresta para entrevê-la. Esvaziada, convida o espectador a ocupá-la parcialmente, apenas através do olhar. Fotos: Vicente de Mello.


