Esta intervenção nasceu a partir de um convite em 2010, para ocupação do espaço Caixa Cultural/RJ _ algumas galerias e o hall de entrada _ na exposição coletiva Projetos (in)provados. A partir de um jingle sobre a Caixa Econômica Federal _ órgão principal de financiamento da casa popular, que ficou conhecido nacionalmente _ procurei tratar esta questão de maneira lúdica, como alegoria aos sucessivos enganos a que foram submetidas as populações carentes quanto às políticas habitacionais de aquisição da casa própria. A fachada de uma simbólica casa popular, feita de tapume barato, numa escala monumental, 8 metros de altura, tem como referência sua porta, que se mantém semi-aberta enquanto ninguém se aproxima. Num raio de 4 metros, ao se aproximar um transeunte, a porta se fecha, com um ruído típico de porta enferrujada. Essa ação gerou respostas muito instigantes, na sua relação com o público, que não necessariamente circulava pelo foyer para visitar a exposição. Fotos: Beto Felício.





